Renda de governador é incompatível com gastos de advogados PDF Imprimir E-mail
Escrito por Arthur Paganini   
Qui, 25 de Fevereiro de 2010 17:46

Acuado pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela Justiça, o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), contratou cinco dos mais caros escritórios de advocacia do País para defendê-lo das diversas acusações de que é alvo no âmbito da Operação Caixa de Pandora. Mas a renda de governador e de engenheiro aposentado da Companhia Energética de Brasília (CEB), nem o patrimônio declarado de Arruda são suficientes para cobrir os gastos com honorários advocatícios. É o que afirmam, em tese, três advogados ouvidos sob sigilo pela reportagem do Brasília Limpa.

Última atualização em Sex, 26 de Fevereiro de 2010 11:15
 
Roubolation – A trilha sonora da crise PDF Imprimir E-mail
Qua, 24 de Fevereiro de 2010 17:27

 

Circula na internet uma nova versão do sucesso do grupo baiano Parangolé que impregnou o carnaval brasileiro em 2010. A adaptação da música recebeu o nome de “Roubolation”, numa alusão ao escândalo político do Mensalão do DEM. No vídeo, com mais de 39 mil acessos no Youtube, um homem que se passa pelo falecido Enéas apresenta a banda. Em seguida, começa a paródia. A letra recomenda ao público guardar a carteira. No clipe, cenas de atores são intercaladas com imagens do governador José Roberto Arruda, do deputado distrital Leonardo Prudente e do empresário Alcir Colaço recebendo dinheiro. Veja

 

 
A Câmara Legislativa a reboque da ex-base de Arruda PDF Imprimir E-mail
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 20:57

Os deputados distritais da ex-base de apoio de Arruda mostraram que o negócio deles é dançar conforme a música. Enquanto Arruda comandava o esquema em liberdade, utilizaram-se de todos os artifícios para protelar as investigações do esquema de corrupção e pagamento de propina do governador. Mas, com ele preso, a realidade se inverteu.

Com a possibilidade de uma intervenção federal, a ex-base incorporou o discurso do “momento delicado”: acelerou a análise dos pedidos de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio e os processos de quebra de decoro contra os deputados flagrados recebendo dinheiro. Mas essa mudança de atitude não vai convencer a população.

Tudo isso deveria ter sido feito de imediato, em nome da ética e do respeito ao eleitor, enquanto Arruda ainda respondia pelo GDF. Foi preciso a ação da Justiça para que a Câmara respondesse à crise. Com isso, é certo que o governador e o vice sofram impeachment e que os distritais filmados recebendo propina sejam cassados. Mas nada disso aconteceria não fosse a pressão da Justiça.

 
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